sábado, 17 de setembro de 2011

De outra forma.

Estado gasoso... talvez.

O fogo abraça poesias escritas pensando em ti.
Incineradas viajam ansiosas...
O aroma dos meus sentimentos...
Respire.

Liquido se ele fosse... porque não?

Despejaria algumas gotas diluídas em rimas.
No litoral de algum mar... na margem de algum rio...
Você poderia beber e se satisfazer de amor.

Sólido... agora sim.

Seus movimentos são pedras...
Colidem entre um pulsar e outro.
Sonoro... pode ser assim...
Entre um silêncio e outro virá um sussurro...
Ouça.

Nem que seja de outra forma...
Os corações precisam se encontrar.

Esta poesia fará parte do livro “Significado”.

domingo, 11 de setembro de 2011

1 minuto para as 30

Até daqui a pouco...
Disse o laranja de um sol diferente.
Chegou...
Conversei algumas horas com a lua e ela não era a mesma.

O costume está desconfiado, mas registra alguns assuntos.
Pode falar... o velho caderno não deixará de te ouvir.
Na madrugada virei uma pagina diferente...
Suas linhas lisas tinham o peso de rugas.

Acordo e sinto a mudança.
Com um olho mais maduro o sol me observa.
Hoje o invisível esta diferente.

Meio dia e meio...

Interrompi as percepções... olhei para o relógio.
Percebi que houve um engano.

Não era um minuto para as trinta.
O dia tem vinte e quatro horas.
Era um minuto para os trinta anos.

O passado simplifica a extensão do tempo.
Como se fosse uma hora um ano passou e vários outros.
Comemora vai passar... parabéns para... passou.

Com vinte e nove anos senti esses versos...
Como se eles fossem eternos.

Essa poesia fará parte do livro “Rosa dos Tempos”


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Caia

Diziam...
Você vai mudar o mundo.

Poesias... teorias... artista.
Malabarismos intelectuais.
Circo mental divertido... fisicamente isolado.
Ora sou poeta ou pareço um palhaço.
Não quero pintar sorrisos brilhantes.
(Colorido de elogios para parecer feliz.)

Acrobacias no trapézio do destino.
Se ela cair... no salto mortal ou...
Se ela cair do salto alto em qualquer lugar.
Sou a sua cama elástica ou o ombro macio.
No final do dia fico estático na cama com você.

Balance... balance...
Caia, olhe e me veja.
Você precisa aparecer!

Porque eu quero...
Ter alguém para mudar o meu mundo.
Fazer palhaçadas a dois.

Depois disso não quero mudar mais nada!

Esta poesia fará parte do livro “Significado”.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sobre o papel

Eu ou você?
Quem estava errado?
Você diz que sou eu.
Protesto... proteja-me texto meu.

Imperfeito julgando outra imperfeição.

Maturidade... faca juiz.
Julga e corta a minha e talvez a sua...
Falsa sensação de perfeição.

Batalhas inúteis... passado.
Estou cansado disso.
Chega de julgar... jogo... tudo!

Atiro as primeiras perdas sobre o papel.
Eu corri sim de olhos fechados para o amor.
Ouvi adeus e chorei por saudade.
Fui inconseqüente...
Eu me perdôo!

Olha... perdeu as correntes... esta longe... vai...
O vôo do rancor é lindo!

O perdão é a espada dos reis.
Os poetas de coração nobre também podem erguê-la.
Sobre o papel meu lápis pobre me enobrece.

Esta poesia fará parte do livro “Significado”.

domingo, 28 de agosto de 2011

Prefiro você

Não me despeço do sol.
Porque desejo a chegada da noite.
Paixão... contemplação... poesias.

Ameaça...
Minha preferência por ela foi desafiada.

Brilham... sua pele e seus olhos.
Armadilha noturna... infalível.
Fui raptado do céu escuro.
Por favor, não procurem por mim!

Antes de você chegar... silêncio absoluto.
Chegou... entre nós um silêncio quente.

Após o beijo não quero ver mais nada.
Imploro que a luz ao nosso redor desapareça.
Por que...
Prefiro você à lua mais bela e cheia.

Esta poesia fará parte do livro “Significado”.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Incendiar

A vibração ora vai ora vem... está quente.
Continuo tocando... o som espalha o fogo.
As chamas não são ameaças.
Elas chamam... vem.
Voz perto do ouvido... faísca sonora.

Eu não quero imitar Nero.
Não vou queimar nada e nem ninguém.
Apenas quero incendiar você.
Provocar... incentivar sem adiar.

As saídas de emergência são inúteis.
O desejo não grita por socorro... nunca.
Vamos apagar os olhos em brasa.
Fechá-los próximos e juntos.

Lábios ocupados... a música parou.

Saciou... apagou... silêncio...
A paixão nunca termina em cinzas.
Silêncio temporário.

Este verso fará parte do livro “O Som dos Sinais”

sábado, 13 de agosto de 2011

Traje boemia


Retratos... maus tratos... falta de tato.
Não agüento... carência impaciente.
Quero ser tocado... quero devorar.
Para isso preciso deixar o lado poeta em casa.
Uma noite sem lápis e papel... eu mereço.

Visto o traje boemia... desejo nu.
Quero beber a beleza noturna.
Quero fazer loucuras.
Sem nenhum verso para me incriminar.

Estrelas testemunhas oculares.
Estão longe demais para me censurar.

Até o sol nascer estou livre.
Livre das defesas pessoais.
Livre da obrigação de acertar.

Vou sair agora... o antigo eu não vai voltar.
O que vai acontecer depois do último verso?

A partir deste momento...
A imaginação insana ignora as perguntas da sanidade.

Este verso fará parte do livro “Significado”.