quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Analítico



Racional e intensa... emocional sutil.
Dura... sorriso meigo.
O escudo... a escuta aberta.
Quase radical... aceita o meio termo.
Óculos... visão clara das possibilidades.
Analítica... desculpa-se com facilidade.
Casual... elegante ao falar.
Fechada... tentar e quer amar.

Reflexos... inversos...  incógnitas.

Análise conclusiva...
Baseada no método admiração e desejo...
Não sei quase nada sobre ela.


(Esta poesia estará no livro “Significado”)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sim eu aceito



Versos desejam, mas não preveem.
O encontro e o pedido serão escritos.
O poeta e suas palavras serão observadores.

A tradição se inverte...

Quando seus olhos ajoelharem...
E teu silêncio evitar a frase feita.
Eu respondo sim... eu aceito.
Não precisa mostrar nenhum anel.
Apenas toque meus dedos com amor.

Sem par palavras de amor sentem-se perdidas.
Apenas tenho a certeza que é ela a dona do pedido.

Sim... eu aceito a espera.

Quem tiver algo contra afaste-se.
Ou me ame para sempre.



(Essa poesia fará parte do livro “Significado”)

domingo, 10 de março de 2013

Atendimento



Sequencia de “coincidências”... universo conspirando.
Tudo está correndo em direção a seus olhos.
Porém eles não veem isso.
O universo sentiu-se inútil.

Onde é a fila?
Onde é a vida?

Agora seus olhos anseiam por ver.
O universo está ocupado.
Aguarde a sua talvez... vez.

(Este texto fará parte do livro "Rosa dos Tempos")

domingo, 6 de maio de 2012

Pretas, brancas e a ausente.


Jogando xadrez sozinho...
Vou ganhar ou perder?
Indiferente... qual o movimento inicial?
O rei não foi ameaçado.
Estou preso em um xeque-mate antes de começar.
Falta a Dama do jogo da minha vida.
Essa peça... essa prece... essa pressa.
Continuo jogando para preencher a espera.

Esta poesia fará parte do livro “Significado”.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mestre de Cerimônia


O vestido é formal... gestos contidos.
Ela vai começar a falar eu sei.
Estou apenas ouvindo... permito-me sonhar.

Ela fala com convicção... eu fico com dúvidas.
O discurso está escrito no papel...
Ou o curso esta escrito no destino?
O que a vida quer falar?
Isso não está escrito em roteiro algum.

Absurdo... olhos em silencio.
Vejo uma série de surdos sérios.

Eu sei o que eu quero ouvir.
Apenas não posso colocar no texto.
O teste da espera me impede.

Fui convidado para falar.
Ouço aplausos...
Não disse o que realmente queria.
Por isso saio sempre do palco sozinho.

Depois da linha final a resposta aparece.

Não somos mestres.
O melhor é não ter cerimônia e falar.
Somos aprendizes daquilo que os olhos dizem.
Quando não estão sérios.

Esta poesia fará parte do livro “Significado”.